ARTISTS 2019

Adilson Siqueia

Anton Dolin

Caetano Dias

Dilma Silva e Souza

Eliane Coelho

Frog

Handerson Joseph

Lucimélia Romão

Mestre-Capitão Prego 

Nilo Nascimento

Vovó Cici

Ailton Krenak

Ângela Gomes

Cássia Lima

Eder Santos

Evgeny Landa

Geneviève Azam

Irineu Franco Perpetuo

Luiz Cruz

Mia Couto

Renata Vanucci

Wallace Nogueira

Alcione Gomes

Ara Harutyunyan

Celeste Estrela

Edileuza Souza

Fernando Rocha

Guilherme Vincens

Isis Ferreira

Marco Ajeje

Mônica Cerqueira

Roberto Victório

Zandra Coelho

Alma Maria Liebrecht

Bernardo Vaz

Cristian Budu

Elise Pittenger

Flávia Motta

Guilherme Gontijo Flores

Iza Reys

Marilda Castanha

Monik Ellen

Sofia Leandro

Andrei Plakhov 

Bruno Santos

Dona Liça Pataxoop

Eliana Alves Cruz

François Andes

Gustavo Carvalho

Lidi Lobo

Matthew Burtner

Nicoli Martins

Svetlana Ruseishvili

ARTISTS 2019

 
Captura de Tela 2020-11-24 às 22.58.32.

Adilson Siqueira

Professor do Curso de Teatro da UFSJ e pesquisador dos Programas de Pós-graduação em Artes Cênicas e Interdisciplinar em  Artes e Urbanidades e Sustentabilidade, onde coordena o ECOLAB-Laboratório de Ecopoéticas do Grupo Transdisciplinar de Pesquisa em Artes, Culturas e Sustentabilidade (GTRANS). Pesquisa as  relações entre Performance, Sustentabilidade e Mudança Climática com vistas a desenvolver arcabouço teórico-prático e estratégias transdisciplinares de ação sócio-comunitária que tenha a performatividade, a negritude e o artivismo como propulsores e implementadores de práticas coletivas contra-hegemônicas e decoloniais que contribuam para uma mudança de atitude frente ao Antropoceno e a injustiça climática desde a perspectiva das artes da cena.

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Ailton Krenak

Ailton Krenak, ativista indígena dos direitos humanos. Nasceu em 1953, no Vale do rio Doce, Minas Gerais, pertence á etnia Krenak. Em 1987, no contexto das discussões da Assembleia Constituinte, liderou a luta pelos princípios inscritos na Constituição Federal do Brasil. Fundou e dirige no Núcleo de Cultura Indígena; criador do Festival de Danças e Culturas Indígenas, na década de 1990, na Serra do Cipó (MG). Em 1987, recebeu o Prêmio Internacional de Direitos Humanos para a América Latina Letellier Moffite, da Fundação Letellier, em Washington DC.  Autor de textos e artigos publicados em coletâneas no Brasil e exterior. Em Janeiro de 2016, foi distinguido com o diploma de ´Professor Honoris Causa´  pela Universidade Federal de Juiz de Fora-UFJF.

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Alcione Gomes

Alcione Gomes do Pilar, lavadeira desde a infância, trabalhou junto a sua mãe no histórico Chafariz da cidade Tiradentes. Desde os 17 anos, mantia o ritual de carregar seu filho na bacia de roupa, durante as madrugadas, até o se pôr do sol. Fala da sua primeira profissão com muito orgulho e carrega consigo histórias de encantar àqueles que a escuta.

Alma Maria Liebrecht

Alma Maria Liebrecht é a trompista principal da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Foi a trompista do grupo de música de câmara Decoda, e tem se apresentado nos festivais de Música de Câmera de Portillo (Chile), Savannah (EUA), Music from Angel Fire (EUA), Festival Wien Modern (Áustria), Contemplus Festival (República Checa), assim como com os grupos Chamber Music Society of Lincoln Center, Ensemble Connect, New York Wind Soloists, Jupiter Chamber Players, Argento New Music Project e Talea Ensemble. Realizou seus estudos no Curtis Institute of Music e seu mestrado na Yale School of Music com Jerome Ashby e William Purvis, respectivamente.

Andrei Plakhov 

Andrei Plakhov é crítico, historiador de cinema e colunista do jornal Kommersant. Entre 2005 e 2010, foi presidente da Federação Internacional de Críticos de Cinema. Durante a perestroika, Plakhov era secretário da “União de Cineastas de URSS” e chefe do comitê que lançou mais de 200 filmes proibidos pela censura soviética. Ele atua como conselheiro, programador e membro do júri de vários festivais internacionais de cinema, incluindo Berlim, Veneza, Tóquio, San Sebastian, Xangai, São Petersburgo, Moscou. É membro da Academia de Cinema Europeu.

Anton Dolin

Anton Dolin é crítico de cinema. Nasceu em Moscou em 1976, estudou no departamento de filologia da Universidade Estatal de Moscou. Trabalhou nas rádios Ekho Moskvi, RSN, Kino FM, Vesti FM, jornais Gazeta, Vethcernaia Moskva, Vedomosti, Moscow News. Trabalhou como jornalista na revista Afisha e “Arte do Cinema”. Foi apresentador de cinema no programa de TV “Vetchernii Urgant”. Autor de vários livros, recebeu três vezes o prêmio da Guilda dos críticos de cinema da Rússia. É chefe-editor da principal revista sobre o cinema na Rússia “Isskustvo kino”. 

Ângela Gomes

Possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (1984), mestrado em Control de Contaminación Ambiental - Universidad Politécnica de Madrid (1990) e doutorado em Geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2009). Atualmente é professora no curso de engenharia Ambiental e engenharia civil no Centro Universitário de Belo Horizonte-UNIBH, coordenou do curso de ecologia do Centro Universitário de Belo Horizonte. Foi Consultora da ONU na Guatemala, foi assessora ambiental na Espanha. Tem experiência na área de engenharia ambiental, geografia urbana, agrária e cultural, com ênfase em biogeografia e etnobotânica negro- africana, atuando principalmente nos seguintes temas: estudos urbanos, educação anti- racista, hidrologia, justiça sócio- ambiental, recuperação de áreas degradadas, agricultura urbana, etnobotânica, meio ambiente e educação

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Ara Harutyunyan

Ara Harutyunyan nasceu em uma família de músicos em Yerevan, na Armênia. Ao longo de sua carreira, venceu várias competições nacionais e internacionais e apresentou-se como solista e músico de câmara na Armênia, Rússia, Geórgia, Quirguistão, Líbano, Síria, Suíça, Estados Unidos e Brasil. Foi vencedor de Emin Khachatryan Nationl Competition na Armênia, International Youth competition of Georgia (terceiro lugar). Harutyunyan obteve seu Bacharelado e Mestrado no Conservatório Estadual Yerevan Komitas. Foi membro do Quarteto de Cordas Yerevan e violinista da Orquestra Filarmônica Nacional da Armênia. Em 2011 transferiu-se para os Estados Unidos. Harutyunyan foi spalla assistente da Orquestra Sinfônica de Cheyenne durante um ano antes de se mudar para o Brasil, em 2014, para assumir o cargo de spalla assistente da Filarmônica de Minas Gerais. 

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Bernardo Vaz

Bernardo Vaz trabalha desde 2005 junto à organizações populares. Nos últimos 10 anos participou de vários projetos que envolvem artes visuais, cinema e comunicação. É integrante da Cooperativa Eita e recentemente do Instituto Guaicuy. Coordena o Beiras d'Água, projeto que conecta filmes feitos nas periferias do Velho Chico e seus afluentes.

Bruno Santos 

O percussionista Bruno Santos possui graduação e mestrado pela UFMG e doutorado pela Universidade de Aveiro (PT) onde estudou com o percussionista Miguel Bernat. Foi membro fundador do grupo Oficina Música Viva e do trio de percussão Prucututrá em Belo Horizonte. Já trabalhou com grupos e artistas como João Pedro de Oliveira (PT), Toninho Horta, Harvey Wainapel (EUA), Caito Marcondes, Felipe José, Drumming Grupo de Percussão (PT), Simantra Grupo de Percussão (PT), a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Desenvolve atualmente um duo com a violinista Sofia Leandro, com foco na divulgação da música de compositores da América Latina e da lusofonia.

Caetano Dias

O início da carreira artística do artista visual baiano Caetano Dias é marcada pela participação no Grupo Interferências, com realização de murais em espaços públicos em Salvador. Em 1988, realiza a performance Hormônios de uma Cidade, no Teatro do ACBEU e uma pintura mural na Praça de Oxum/Terreiro Casa Branca. Desde 1995, ministra curso de pintura nas oficinas do Museu de Arte Moderna da Bahia - MAM/BA (Salvador BA). Trabalha com vídeo, pintura, obras tridimensionais, instalação multimídia e fotografia digital. As suas obras foram expostas em diversos museus e centros de arte internacionais, entre os quais destacam-se o Museu Berardo (Lisboa, Portugal), o Ludwig Museum (Coblence, Alemanha), a II Trienal de Luanda (Angola) e a III Bienal de Artes Visuais do Rio Grande do Sul. 

Cássia Lima

Cássia Lima concluiu Bacharelado em Flauta pelo Instituto de Artes da Unesp e mestrado e o Artist Diploma na Mannes College of Music, em Nova York. Venceu as principais competições de solistas no Brasil e a Mannes Concerto Competition. Nos EUA, foi bolsista do Tanglewood Music Center, onde atuou como camerista e primeira flauta da orquestra do festival. Foi docente na Universidade de Minnesota e integrou a Minnesota Orchestra. De volta ao Brasil, foi primeira flauta e solista na OSESP. Cássia é flautista principal da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2009, onde atua regularmente como solista.

Celeste Estrela

Mulher, preta, favelada, poeta, atriz, compositora e rapper e integrante da velha guarda da Escola de Samba Unidos de Manguinhos. Tem 79 anos, mineira, foi levada para o Rio de Janeiro ainda criança. Reside na favela de Manguinhos onde resiste e reside há mais de 40 anos. Trabalhou em casa de famílias para criar as filhas e netos, como cobradora de ônibus na antiga CTC e publicou sua primeira poesia em 1986, na antologia "Nova Poesia Brasileira". Em 2019, publicou "Coroação Preta", livro de poesias e memórias.

Cristian Budu

Brasileiro filho de romenos, o jovem Cristian Budu desponta como uma nova referência no mundo pianístico. Venceu o renomado Concurso Internacional Clara Haskil. Cristian já solou à frente da Orquestra Sinfônica de Lucerna, Orquestre de la Suisse Romande, Orquestra Sinfônica da Rádio de Stuttgart, OSESP, OSB, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, entre tantas outras. Apresentou-se como solista em salas como KKL de Lucerna, Ateneu de Bucareste, LAC de Lugano, Liederhalle, Jordan Hall, Sala São Paulo.  No Brasil, Cristian é criador do projeto Pianosofia, que tem apoio da Sociedade Cultura Artística, no intuito de "acordar" e recuperar os pianos que existem nas casas das pessoas, e promover a música de câmara e músicos locais.

Dona Liça Pataxoop

Dona Liça Pataxoop, de Itapecerica (MG), professora na aldeia Muã Mimatxi e autora do livro “Te Hei, pescaria do conhecimento”, ensina às novas gerações por meio de metodologia que pensa o campo, o território, as músicas e as imagens. é por meio dos desenhos-narrativas dos quais as crianças aprendem a ler com as imagens e conhecer os valores da vida e da natureza que fazem parte da cultura e do território do seu povo. 

Dilma Silva e Souza

Enfermeira Obstetra, Formada em Obstetrícia pela UFMG e integrante da Equipe Partejabh. Instrutora perinata, trabalha no Hospital Sofia Feldman e possui experiência em Maternidades Públicas de Belo Horizonte. Preceptoria de alunos em curso superior e técnico De Enfermagem (saúde da mulher).

Eliana Alves Cruz

Eliana Alves Cruz, carioca, escritora, roteirista e jornalista (colunista do site UOL), pós graduada em comunicação empresarial. Seu romance de estreia, Água de barrela. Esta saga ganhou o Prêmio Oliveira Silveira de 2015, da Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura e foi menção honrosa do Prêmio Thomas Skidmore 2018, do Arquivo Nacional e da universidade americana Brown University.  Seu segundo romance, O crime do cais do Valongo, foi escolhido como um dos melhores do ano de 2018 pelos críticos do jornal O Globo e foi semifinal do Prêmio Oceanos 2019. A autora está em mais de 10 coletâneas. "Nada digo de ti, que em ti não veja", lançado em junho de 2020 pela Editora Pallas é seu terceiro romance histórico.

Eder Santos

Um dos pioneiros da arte multimídia no Brasil, o vídeo artista Eder Santos é reconhecido mundialmente por desenvolver projetos híbridos que mesclam artes visuais, cinema, teatro, vídeo e novas mídias. Possui obras que integram os acervos permanentes do MoMA, em Nova York, e do Centre Georges Pompidou, em Paris. A participação de Eder Santos em bienais e festivais no Brasil e no exterior é extensa, destacando-se a parceria com o WWVF - World Wide Vídeo Festival, realizado em Amsterdã-Holanda, onde o artista apresentou a instalação Enciclopédia da Ignorância, também exibida no Media Art Festival de Milão-Itália; no Palácio das Artes em Belo Horizonte e na Luciana Brito Galeria em São Paulo. Além de se dedicar à criação de exposições, videoinstalações e videoperformances, Eder Santos tem uma premiada carreira como diretor de cinema, tendo realizado 15 curtas-metragens, a série de TV Contos da Meia-Noite (2004, TV Cultura, 90 episódios) e o longa-metragem “Enredando as Pessoas” (1995). Atualmente, se dedica à produção de seu terceiro longa-metragem “A Casa do Girassol Vermelho”. 

Edileusa Souza

Professora, Documentarista e Pesquisadora, dirigiu: Filhas de Lavadeiras (Brasil, 2019 – 22min); Mulheres de Barro (Brasil, 2015 – 26min); Sem Limites (Cuba, 2013 – 15min); Um Peso por um Chiste (Cuba, 2013 – 14min); Conta-Contos - a arte de ouvir e contar histórias (Fundação Cultural Palmares, 2010 -11min). Pós doutora em Comunicação e doutora em Educação pela Universidade de Brasília (unB). Foi estudante da EICTV - Escuela Internacional de Cine y TV de San Antonio de los Banõs – República de Cuba, onde participou como Produtora, diretora de artes, roteirista e atriz do premiado curta Teresa (Brasil/Cuba/ México/Venezuela, 2014). Organizou a Coleção: “Negritude Cinema e Educação – Caminhos para implementação da lei 10.639/2003”, editado pela Mazza Edições. É a idealizadora e coordenadora da Mostra Competitiva de Cineastas e Produtoras Negras Adélia Sampaio. 

Elise Pittenger

Elise Pittenger é natural de Baltimore, EUA, onde iniciou seus estudos de violoncelo aos 6 anos de idade no Peabody Conservatory. Ela se mudou para o Brasil em 2010 para integrar a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, na qual exerceu o cargo de chefe do naipe de violoncelos de 2011 a julho de 2015, e também atuou como solista em 2012 e 2013. Elise já tocou sob a regência de Kurt Masur, Seiji Ozawa, Charles Dutoit, Rafael Frühbeck de Burgos, Fabio Mechetti, Isaac Kabachevsky, Carl St. Clair, e Maximiano Valdés, entre outros, em festivais e orquestras nos EUA, Europa e Brasil. Também possui grande experiência em música de câmara, tendo sido integrante do Haven String Quartet (EUA) por dois anos. Atualmente Elise é professora de cello na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

Eliane Coelho

Nascida no Rio de Janeiro, Eliane Coelho realiza há mais de quarenta anos uma brilhante carreira internacional. Integrou o Ensemble Neue Musik Hannover e a Ópera de Frankfurt e, posteriormente, a Ópera de Viena, na qual recebeu o título de Kammersängerin, em 1998. Neste prestigioso espaço, assim como nos principais espaços europeus, entre os quais se destacam o teatro La Scala e a ópera Bastille, atuou ao lado de Plácido Domingos, José Carreras, Renato Bruson, Ferruccio Furlanetto, Bryn Terfel, Brigitte Fassbaender, Agnes Baltsa, Juan Pons, Neil Shicoff  e Sigfried Jerusalem. Esteve sob a regência de Zubin Metha, Riccardo Chailly, Sir Colin Davis e Seiji Ozawa em um repertório operístico que contempla 14 papéis principais verdianos, Tosca, Butterfly, Turandot, Arabella, Margherita, Lulu, além de Salomé, de Richard Strauss, uma de suas interpretações mais marcantes e elogiadas internacionalmente pela crítica. Seu extenso repertório continua se enriquecendo com novos papéis. 

Evgeny Landa

Evgeny Landa obteve seu diploma em geofísica na Universidade de Novosibirsk (1972) e fez doutorado em geofísica na Universidade de Tel Aviv (1986). Ele começou a carreira de pesquisador na eis-União Soviética, em Novosibirsk. Após imigrar para Israel, durante 1981-2002, ele trabalhou no Instituto Geofísico de Israel como Chefe do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento Sísmico. Durante 1987-1988, fez sua pesquisa de pós-doutorado no IPG (Paris). Paralelamente, iniciou a sua colaboração com a petrolífera francesa Elf Aquitaine (atual TOTAL), onde foi convidado como cientista visitante (1989-1990). Durante 2002-2014 ele liderou o grupo OPERA (Applied Geophysical Research) em Pau (França) fundado pela TOTAL, onde esteve envolvido em diferentes aspetos de processamento de dados sísmicos, construção de modelos de velocidade, imagens de tempo e profundidade, imagens de difração. Atualmente, ele é o professor na Universidade de Tell Aviv. Evgeny publicou mais de 70 artigos em periódicos internacionais e um livro ‘Beyond Conventional Seismic Imaging’ (publicação EAGE).

Fernando Rocha

Fernando Rocha é professor de percussão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ao longo de sua carreira tem participado como solista e membro de grupo de câmara de inúmeros festivais internacionais, tanto no Brasil quanto no exterior. Também tem colaborado com vários compositores na criação de novas obras, tendo realizado a primeira audição de obras de Almeida Prado, Sérgio Freire, Roberto Victorio, Sílvio Ferraz (Brasil), João Pedro Oliveira (Portugal), Lewis Nielson, Douglas Boyce (EUA), Nicolas Gilbert, Geof Holbrook (Canadá) e Mario Alfaro (Costa Rica). Atualmente é diretor do Grupo de Percussão da UFMG e do Grupo de Música Contemporânea Sonante 21, além de membro do grupo Oficina Música Viva.

Flávia Motta

Viola Flávia Motta iniciou seus estudos musicais aos sete anos em sua cidade natal, Juiz de Fora. Em 1999, venceu o Concurso de Jovens Solistas Paulo Bosísio. Foi membro da Orquesta de Jóvenes Latinoamericanos e apresentou-se como musicista convidada com a Orquesta Sinfónica Simón Bolívar. Flávia apresentou-se em concertos sob a regência de Claudio Abbado, Gustavo Dudamel, Christoph Eschenbach, EijiOue, Iván Fischer, Rostropovich, Christoph von Dohnányi e Semyon Bychkov. Flávia integrou a Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra Petrobrás Sinfônica, a Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e a Camerata Antiqua de Curitiba, as duas últimas como chefe de naipe das Violas. Em 2013 mudou-se para Belo Horizonte quando passou a integrar o naipe de violas da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Desde 2016 integra o Quarteto Boulanger, grupo dedicado à música contemporânea

François Andes

Nascido em 1969, François Andes vive e trabalha no norte da França, em Faches-Thumesnil. Destaque do salão Ddessin 2017 (Paris), é artista associado do G.A.C.C. Participou de diversas exposições coletivas e individuais, entre quais destacam-se a exposição “O espírito do lugar”, ao lado dos artistas C. Lévêque e A. Fleischer, no Centro de Arte Contemporânea LabLabanque, em Béthune; e a exposição no Château du Rivau. O seu trabalho como artista visual também contempla performances realizadas nas Noites Brancas (Nuit blanches), em Paris, no Musée de la Piscine, em Roubaix ou na Capital Europeia da Cultura, em Mons, em 2015.

Frog

Rapper de Tiradentes/ MG, Frog iniciou sua trajetória no rap nacional nas batalhas de rimas há cerca de dois anos. Natural  de Barbacena MG , ao artista  traz o cotidiano das ruas em suas poesias e composições que têm como objetivo a luta contra o genocídio da juventude negra e periférica e a conscientização dos seus pares. 

Instagram: frogmc_96 

Geneviève Azam

Geneviève Azam é ativista ambiental, economista, professora e pesquisadora da Université Toulouse-Jean-Jaurès. Notadamente inspirada nos trabalhos de Karl Polanyi, Simone Weil e Marcel Mauss, ela tem conduzido debates e propostas a partir da concepção do “altermundialismo”, um movimento cujos proponentes defendem a interação e a cooperação global, mas opondo-se aos efeitos negativos da globalização econômica, uma vez que esta não promove adequadamente os direitos humanos, a preservação ambiental e climática, a justiça econômica, a proteção laboral e a assistência às comunidades indígenas, por exemplo.  Geneviève Azam também tem realizado inúmeras ações, como a denúncia do cultivo de transgênicos em campo aberto e o apoio aos cortadores voluntários da associação “Alternative en Midi-Pyrénées”. Seu primeiro livro lançado no Brasil é “Carta à Terra – e a Terra responde”, com prefácio de Ailton Krenak e tradução de Adriana Lisboa. É também autora dos livros Le Temps du monde fini (LLL, 2010), Osons rester humain. Les Impasses de la toute-puissance (LLL, 2015) e Simone Weil ou L’Expérience de la nécessité (com Françoise Valon, Le Passager Clandestin, 2016).

Guilherme Vincens

Guilherme Vincens é violonista, doutor em performance musical e etnomusicologia pela University of Arizona, onde estudou com Thomas Patterson e David Russell. Recebeu 12 premiações em concursos internacionais de violão, destacando o Primeiro Lugar no XI Concurso Internacional de Portland (EUA). Apresentou-se em importantes salas de concerto no Brasil, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia, México, Chile, Espanha, Portugal, Itália e Alemanha, onde atuou também como solista da Collegium Musicum Potsdam. Em 2012, lançou seu disco “Portrait”. É professor da Universidade Federal de São João del Rei – UFSJ.

Guilherme Gontijo Flores

Guilherme Gontijo Flores é poeta, tradutor e professor de latim na Universidade Federal do Paraná. Publicou os poemas de brasa enganosa (2013), Tróiades (2014-2015), l'azur Blasé (2016), Naharia (2017) e carvão : : capim (2017 em Portugal, 2018 no Brasil), além do romance História de Joia (2019). Traduziu A anatomia da melancolia de Robert Burton, as Elegias de Sexto Propércio  e Safo: fragmentos completos entre outros. Escreveu o ensaio A mulher ventriloquada (2018). É coeditor do blog-revista escamandro e é membro do grupo Pecora Loca, de poesia e(m) tradução. Neste momento, finaliza a poesia completa de Walt Whitman e trabalha na obra completa de François Rabelais e Horácio. 

Gustavo Carvalho (photo by Bertrand Clav

Gustavo Carvalho

Gustavo Carvalho estudou com Oleg Maisenberg, na Universidade de Música e Artes Dramáticas de Viena, e com Elisso Virsaladze, no Conservatório Tchaikovsky de Moscou. Vencedor do II Concurso Nelson Freire (Rio de Janeiro), já se apresentou em importantes salas de concerto, tais como a Tonhalle de Zurique, o Palau de la Musica de Barcelona, o Musikverein de Viena, o Auditorium du Louvre, a Philharmonie am Gasteig de Munique e a Grande Sala do Conservatório Tchaikovsky de Moscou. Em 2011, realizou a integral das 32 Sonatas de Beethoven. Solista de diversas orquestras, sob a regência de Ira Levin, Howard Griffiths, Yuri Bashmet e Evgeny Bushkov, dentre outros. Como camerista, tocou com os violinistas Geza Hosszu-Legocky e Daniel Rowland, os pianistas Nelson Freire e Elisso Virsaladze e com membros das Orquestras Filarmônicas de Viena e Berlim. O seu interesse pela música do século XX e XXI proporcionou-lhe colaborações com diversos compositores contemporâneos, tais como Samir Odeh-Tamimi, Harry Crowl, Sérgio Rodrigo e György Kurtág.

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Handerson Joseph

Doutor em Antropologia Social pelo Museu Nacional/UFRJ, Professor do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia, ambos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Professor do Mestrado em Antropologia pela Université d' État d' Haiti, Peofessor colaborador do Mestrado (Master 2) em Société en Interculturalité da Université de Guyane (Guiana Francesa/França); Professor Permanente do Mestrado em  Estudos de Fronteira da UNIFAP. Coordenador do Programa de Apoio a Migrantes e Refugiados (PAMER).

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Irineu Franco Perpetuo

Jornalista e tradutor, colaborador da revista Concerto e do jornal Folha de São Paulo. Ministra palestras nos concertos internacionais da Sociedade de Cultura Artística e nas óperas do Teatro Municipal de São Paulo. Publicou, pela Editora Globo, a tradução, diretamente do russo, de dois livros de A. S. Púchkin: Pequenas Tragédias (2006) e Boris Godunov (2007). Traduziu ainda, diretamente do russo, Memórias de Um Caçador (Editora 34), de Ivan Turguêniev, e Vida e Destino (Editora Alfaguara), de Vassili Grossman. 

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Isis Ferreira

Mulher preta, periférica, mãe de Morena, guerreira filha de lansã. Cantora de samba, ofício e amor. Natural de Barbacena/MG, mudou-se em 2009 para São João Del Rei onde, desde então, desenvolve sua caminhada de vida, artística e profissional. Formou-se em Canto Popular pela Bituca - Universidade de Música Popular e em Musicalização e Teatro pela Cia. Elas por Elas, (Barbacena). Atriz especializada pelo CPPA - Curso de Preparação para Atores, da Cia Teatro da Pedra (São João Del Rei) e Bacharelanda em Teatro pela UFSJ. Se apresenta profissionalmente com variadas formações e estilos musicais na região das Vertentes desde 2010. Em 2019 iniciou seu primeiro projeto autoral, e teve uma de suas músicas premiada com o segundo lugar dentro do Festival de Música Autoral das Vertentes (FEMAV).

Iza Reys - Foto em  alta  - PH Beth Frei

Iza Reys

Izabella conhecida como Iza Reys, é poeta marginal , descendente, por parte de mãe, do Norte de Minas(Montes Claros) e por parte de pai quilombola do Quilombo de Pinhões (Santa Luzia). “Moro em Belo Horizonte (Noroeste), através da minha janela e das pregas da minha chinela eu transcrevo a realidade das favelas e do povo preto na sociedade brasileira.”

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Lidi Lobo

Lidi Lobo tem 38 anos e é carioca de Bangu, subúrbio do Rio de Janeiro. Cursou Letras Português-Litaraturas na UFSJ até o ano de 2010, quando deixou a faculdade, se mudou para Minas Gerais e começou a atuar como fotógrafa de ofício. Entre os anos de 2016 e 2017, participou do projeto 'Nascer Sorrindo', realizando registros dos partos de mulheres que saiam do interior em busca de um parto respeitoso em Belo Horizonte, mais precisamente no Hospital Sofia Feldman. Moradora de Tiradentes desde 2017, é graduanda do curso de Pedagogia da UFSJ e uma das idealizadoras e coordenadoras do projeto MUSA - Mulheres Sonhando Alto. Entre lutas e sonhos, é poeta, artesã, dona de casa e mãe da Lucília, de 2 anos.

Lucimélia Romão

Lucimélia Romão artista de rua e performer. Natural de Jacareí, interior de São Paulo. Atriz, formada em 2013 no curso técnico em Teatro pelo Escola Municipal de Artes Maestro Fêgo Camargo em Taubaté/ SP. Graduanda em Teatro pela Universidade Federal de São João Del Rei - MG onde pesquisa teatro e performance negra. É co-criadora do grupo de teatro Cia Mineira de Teatro. Atualmente circula com a performance  MIL LITROS DE PRETO: A MARÉ ESTÁ CHEIA; e o espetáculo DÉFICIT; participou de diversos festivais e foi premiada no FESTU-Rio de Janeiro/ RJ (Mostra competitiva de cenas curtas) em 2018 com o trabalho Olha o Pesado. 

Luiz Cruz

Nasceu e vive em Tiradentes. É professor, pesquisador, autor e editor. Estudou artes na FAOP, em Ouro Preto, e na Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro; graduado em Letras pela UFSJ/INCA, especialista em Administração e Manejo de Unidades de Conservação pela UEMG/U.S.Fish, mestre e doutorando em Arquitetura e Urbanismo pela UFMG. Coordenou o Projeto de Educação Patrimonial de Tiradentes, apoiado pelo BNDES. Atualmente coordena o projeto “Guia das Borboletas da Serra de São José”, uma iniciativa do CMPCP de Santa Cruz de Minas.

Marco Ajeje

Em breve.

Marilda Castanha

Marilda Castanha nasceu em Belo Horizonte, onde se formou em Belas Artes pela UFMG. Tem dezenas de livros ilustrados e participações em exposições, no Brasil e no exterior. Entre os prêmios recebidos destacam-se: o Jabuti de Ilustração em 2000 e 2011 (respectivamente com os livros “Pindorama terra das Palmeiras” e “Mil e uma estrelas”). Em 2017 foi premiada no Nami Concours, na categoria Purple Island, na Coréia do Sul, com o livro “Sem Fim”. Ano passado foi uma das curadoras do FLI BH (Festival Literário de Belo Horizonte) e participou também do Espaço Infância, da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, realizando ilustrações exclusivas para a instalação “Cobra Norato”. Hoje, Marilda vive e trabalha, como autora e ilustradora de livros para a infância, em Santa Luzia, MG. 

Matthew Burtner 

Matthew Burtner é um compositor e artista sonoro nascido no Alasca. A sua música e pesquisa exploram a corporeidade, a ecologia, a politemporalidade e o ruído. Matthew é vencedor do primeiro prêmio do Concurso Internacional de Música Eletroacústica Musica Nova (República Tcheca), Vencedor do Prêmio IDEA 2011. Burtner também recebeu prêmios de Bourges (França), Gaudeamus (Holanda), Darmstadt (Alemanha) e The Russolo (Itália) nas competições internacionais. Ele é o Professor em Composição e Tecnologias de Computação (CCT) na Universidade de Virginia, onde co-dirige o Coastal Futures Conservatory. Ele também é diretor da organização sem fins lucrativos de artes ambientais com base no Alasca, EcoSono (www.ecosono.org).

Mestre-Capitão Prego

Claudinei Matias do Nascimento, mais conhecido como Mestre-Capitão Prego, é natural da cidade de Barroso/MG. A partir dos 7 anos, tendo seu avô, escravo da região de Tiradentes, como referência do congado, começou a participar e integrar o folguedo. Em 2010, retornou às práticas da capoeira e é o primeiro capitão do Congado Nossa Senhora do Rosário Escrava Anastácia. Artesão junto à sua esposa, trabalham no Ateliê Boa Lembrança na qual expõe suas obras feitas por meios da cabaça, cipó e bambu.  

Mia Couto

Mia Couto nasceu em 1955 na cidade da Beira. Viveu nessa cidade até aos 17 anos, altura em que foi para Lourenço Marques para estudar Medicina. Interrompeu o curso para iniciar uma carreira jornalística que se prolongou até 1985. Por sua iniciativa regressou à Universidade para estudar Biologia tendo terminado o curso em 1989. Até à data trabalha como biólogo em Moçambique. Publicou mais de 30 livros que estão traduzidos e editados em trinta diferentes países. Os seus livros cobrem diversos géneros desde o romance, à poesia, desde os contos ao livro infantil. Recebeu dezenas de prémios na sua carreira, incluindo - por duas vezes - o Prémio Nacional de Literatura, o prémio Camões e o prémio Neustad, considerado o prémio Nobel norte-americano. No ano de 2016 foi finalista de um dos mais prestigiados galardões internacionais, o Man Booker Price. O seu romance Terra Sonâmbula foi considerado por um júri internacional reunido no Zimbabwe como um dos 10 melhores livros africanos do século Vinte. É membro da Academia Brasileira de Letras.

Mônica Cerqueira

Mônica Cerqueira estudou Comunicação Social e antes de se graduar, iniciou sua trajetória na área cultural como programadora do CINE HUMBERTO MAURO, onde atuou entre 1980 e 1988. Aos 30 anos, iniciou seus empreendimentos como empresária, fundando e dirigindo espaços importantes na vida cultural da cidade nos anos 80 e 90. Entre 2004 e 2010 foi Diretora de Programação na FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO. Entre 2010 e 2015 trabalhou na curadoria e coordenação de projetos e ações culturais do MM GERDAU - Museu das Minas e do Metal, em Belo Horizonte. Em 2016 realizou diversas oficinas no interior de Minas Gerais para ativação de cineclubes locais. Mônica trabalha também como roteirista, iniciando sua carreira como roteirista com o incentivo e a parceria do artista Eder Santos.